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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A28-reunião com ministro, produtivo?

Encontro entre autarcas e ministro.
Produtivo para os autarcas, negativo para os utentes

Depois de adiado por duas vezes, o encontro entre os representantes dos autarcas (15 municípios do norte – Minho e Porto) e o Ministro das Obras Públicas, António Mendonça, teve hoje lugar, não conseguindo travar a intenção de portajar a A28.De acordo com o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, porta-voz dos 15 municípios, disse à comunicação local/regional, “ É um caso adquirido…” e que saíram desta reunião com a “clara sensação” que as portagens na A28 é irreversível.No final da reunião os autarcas acreditaram que o encontro foi “produtivo”.Não vejo que tenha sido assim tão produtivo! Quando os argumentos por eles expostos não conseguiram travar ou demover a intenção de portajar a A28.O que os autarcas (José Maria Costa e Mário Almeida) disseram aos vários órgãos de informação é atirar areia aos nossos olhos. O que afirmaram é dar mais tempo e espaço ao Governo para nos tramar, esquecendo-se que aquela sementeira espalhada pelos pórticos está pronta a funcionar.As portagens só têm razão de existir, quando efectivamente existem alternativas. A Nacional 13 não é alternativa, não tem condições para aumentar e engrossar o movimento de mais viaturas.Só quem não conhece a realidade da N13 é que teima impor portagens na A28. Esquecem que existem extensões locais que foram desclassificadas, em nada se poderão assemelhar a uma estrada nacional.Gostaria de ver esses teimosos ter de permanecer atrás de um autocarro para entrada e saída de passageiros, no pára-arranca!Curiosamente, Defensor Moura, disse (enquanto presidente da Câmara) que se tentassem implementar portagens, os pesados que passassem em Viana também pagariam. Ora esse cidadão tem responsabilidades acrescidas, neste momento é deputado. Terá porventura feito algo contra as portagens?! Ter-se-á pronunciado, tomado alguma iniciativa no parlamento ou fora, contra esta medida do governo, de sua família política?No final do ano foi constituído em Viana um movimento cívico “Naturalmente…não às portagens na A28”.Segundo a Lusa, Jorge Passos, porta-voz do movimento, disse que ainda este mês, conta promover um “mega-buzinão”.Referiu ainda que “Estas promessas são muito vagas e possivelmente inexequíveis”. Questionou. “Como se vai definir o que é trânsito local? Pelas matrículas? E se uma pessoa do Alto Minho comprou um automóvel, por exemplo, pelo sistema de leasing e essa viatura está registada noutra cidade, deixa de ser trânsito local?”.A preocupação deste porta-voz, prossegue; este encontro entre o ministro e autarcas “sabe a muito pouco”, “Obviamente, a nossa luta contra as portagens na A28 vai continuar. Não temos qualquer alternativa e, além disso, continuamos com indicadores económicos muito abaixo da média nacional, que nos mantêm como uma região deprimida. Se no Algarve não vai haver portagens, por que razões pensam introduzi-las no Alto-Minho? Não faz qualquer sentido”, disse.Importa acrescentar que o outro movimento “A28 sem portagens” , com um blogue e uma petição na net, vai neste momento com 13675 assinaturas.
05Jan2010

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domingo, 25 de maio de 2008

Reagir e desabafar

24 de Maio um dia terrível e de intensa azáfama.
Por respeito, luta e sobretudo convicção, juntei-me aos demais engrossando a contestação às portagens na A28.
Embora tarde, ainda consegui enfileirar-me na marcha. Cheguei a Viana passava das 15 horas. Já circulavam as viaturas, não me sendo possível obter qualquer dístico ou cartaz para colocar no meu carro.
Fi-lo por convicção. Participei (sem medo) não pretendendo dar nas vistas, empoleirar protagonismo ou pingo de vaidade.
Não fui daqueles que a integrei a reboque de quem quer que fosse.
De facto gostei de ver que ainda existem pessoas que dão a cara; não adormecidas, envergonhadas ou indiferentes.
Esperava mais pessoal, é verdade que esperava muito mais, não escondo.
Vamos a números. Existem no concelho de Viana (só falo no concelho, porque é aquele aonde estou inserido) 40 freguesias. Em cada freguesia não há residente que não tenha de se deslocar ao Porto, entre vários motivos; as escolas, trabalho, consultas ou tratamentos, etc. Existem 40 Presidentes de Junta e Assembleias de freguesia. Algumas assembleias são constituídas por várias sensibilidades politicas. Não sei quantos deputados municipais. Existe um grande número de pequenas empresas (omito as grandes). Já referenciei o suficiente para justificar a presença de uma maior quantidade de participantes. Desviando-me um pouco, comparo isto um pouco às comemorações populares do 25 de Abril e 1º de Maio. Uns falam e dão vivas ao 25 d’Abril, só que nesse dia, raramente os vejo nessas comemorações ao ar livre. Quanto ao 1º de Maio, bastaria a presença dos vários dirigentes e delegados sindicais do concelho e a Praça da República ficaria mais completa. Como esse dia é feriado, as dispensas sindicais não são utilizadas!
Porque fugi um pouco ao assunto, regresso, afirmando que em termos de abaixo-assinado, não foi por aí além; 61 mil e tal assinaturas, sendo que a maioria foi da petição, via net, segundo os jornais. Penso que se deveriam comprometer os Presidentes de Junta e Assembleia e as várias forças com assento nas Assembleias, no sentido de recolher assinaturas, responsabilizando-os perante as populações. Poder-se-ia engrossar ainda mais.
Não quero deixar de atingir os cobardes que pela sua indiferença não participaram. Qualifico-os de sanguessugas, estes servem-se do trabalho, esforço e luta dos outros para também usufruir, sem que nada tenham feito pela causa. A esses parasitas desejo-lhes que vão à merda.
Barafustam por tudo e por nada, criticam, só que não passa de cabaneiredo de café.
Nesse dia também fiz das tripas coração. Entrei na fila em Viana e fui até Vila do Conde, voltando para cumprir assuntos inadiáveis.
Felicito todos aqueles que participaram e aos que, pretendendo fazê-lo, não puderam, não esquecendo a comissão local, provavelmente terão prejudicado as suas obrigações profissionais, familiares ou particulares, em prol da causa que a todos afecta.
Complemento este meu desabafo com Bertolt Brecht:

Primeiro prenderam os comunistas,
E eu não disse nada porque não era um comunista.
A seguir prenderam os judeus,
E eu nada disse porque não era um judeu.
Logo vieram pelos operários,
E eu nada disse porque não era nem operário nem sindicalista.
E então meteram-se com os católicos,
E nada disse porque eu era protestante.
E quando, finalmente, vieram por mim,
Já não restava nada para protestar.

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sábado, 24 de maio de 2008

Não às portagens na A.28 - Marcha Sábado, dia 24


Aspecto da Marcha contra as portagens na A28. Fotos tiradas na zona de Antas/Belinho, no sentido Viana-Porto.

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

contra portagens na A.28 (ex-IC1)



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Concentração em Viana do Castelo, Campo D'Agonia, 14.30 horas, Sábado dia 24

Participemos todos, demonstrando a nossa rejeição.

Contra mais um roubo que este governo teima em fazer.


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